Drones serão utilizados para vigiar matas no Brasil

Ministério do Meio Ambiente quer adotar drones para monitorar desmatamento e queimadas nas preservações ambientais do País

Por Edgar Melo | Foto Divulgação

A tecnologia realmente revolucionou a vida das pessoas. E, agora, caminha-se para utilizar recursos tecnológicos também na preservação do meio ambiente. O Ministério do Meio Ambiente tem a intenção de adotar drones para monitorar atividades como desmatamento e queimadas nas principais preservações ambientais do País. As entidades têm dificuldade de fiscalizar as imensas matas brasileiras, como a Amazônia e o Cerrado, e os veículos aéreos não tripulados, conhecidos como drones, poderão ajudar nessa tarefa.

Uma das áreas prioritárias pelo projeto é o eixo da BR-163, que liga Cuiabá, em Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Nessa região, existe grande desmatamento e muita dificuldade de identificação dos agressores. A ideia do monitoramento aéreo é do projeto Ecodrones, iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e da organização WWF-Brasil.

Entre os usos dos ecodrones, estão as ações de prevenção e combate a incêndios florestais, monitoramento de fauna, mapeamento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade, além do uso recreacional. O ParqueNacional do Pau Brasil, que se localiza na Bahia, já utiliza um drone – o Nauru. Ele é uma ferramenta importante para a conservação, pois tem a capacidade de alcançar locais de difícil acesso por parte das pessoas.

Os drones transmitem imagens em tempos reais e voam rapidamente pelas áreas, o que confere muito mais agilidade do que o trabalho feito por pessoas.“Os drones chegam mais rápido e alcançam lugares difíceis de explorar pelos homens, é uma ferramenta que contribuirá muito para a fiscalização das matas”, afirma a especialista em gestão ambiental Geovana Madruga, coordenadora de responsabilidade social do Instituto Positivo. O uso desses equipamento sé bastante comum em outros países, inclusive na África, o qual ajudou a diminuir os casos de caça predatória de rinocerontes e elefantes. Já no Brasil, também existem iniciativas.

Revista Geografia | Ed. 66