Reportagens
Cartografia

O Ensino de Cartografia na Era da (Geo) Informação


A forma de educar, de maneira rígida e sem críticas, foi notada durante um longo período nas disciplinas escolares que, durante anos, sofreram poucas modificações em seus conteúdos e no modo de ensinar utilizado pelo educador, considerado tradicional, inflexível e que inibia a criatividade do alunado.


por Christian Nunes da Silva


A principal característica do ensino tradicional se pauta em disciplinas meramente descritivas, enciclopédicas, decorativas, distantes da realidade vivida pelos alunos, onde o "decoreba", ainda, acaba imperando. Contudo, nos dias de hoje, com a diversidade de tecnologias disponíveis, os professores tendem a modificar suas práticas docentes, levando em consideração não somente como o aluno demonstra-se em sala, mas como age no seu cotidiano e no relacionamento com a sociedade.


Figura 01: Fonte: Site I3GEO - Ministério do Meio Ambiente http://mapas.mma.gov.br/i3geo
MÉTODOS E TÉCNICAS DE REPASSE DO CONHECIMENTO

Nesse sentido, os métodos e as técnicas de repassar o conhecimento também sofreram alguns avanços ocorridos nos últimos anos na informática e em suas ferramentas computacionais. Se no passado, a ferramenta principal no processo de ensino aprendizagem da cartografia era baseada somente em mapas impressos em atlas e em livros didáticos, na atualidade a diversidade de softwares e ferramentas disponíveis na internet possibilita aos professores uma atualização constante e o dinamismo das aulas que envolvem produtos cartográficos.

Nos mapas impressos em livros didáticos e em atlas escolares a realidade é mostrada de forma "estática", figurativa e muitas vezes sem relação com o texto principal, em que o papel do professor enquanto intermediador para se alcançar o conhecimento depende muito da formação do docente, onde, caso o professor não tenha estudado a cartografia em sua formação superior, o ensino fica prejudicado. O ensino tradicional, apesar de ainda hoje estar presente, antigamente era repassado majoritariamente em todas as escolas do país, e agora é visto, com menos força, em alguns poucos resquícios em que a educação tradicional ainda se mantém, onde a localização de objetos e fenômenos é simplificada pela apresentação de mapas - de forma figurativa, em que os mapas e seu uso não possibilitam aos alunos um caráter crítico sobre a realidade que está nas ações humanas.

GEOTECNOLOGIAS

Nos dias de hoje, a popularização da informática e o acesso a textos e a produtos cartográficos em formato digital, além da flexibilidade/facilidade no manuseio das chamadas geotecnologias (hardwares, softwares e técnicas direcionadas para a geração de geoinformação, ou seja, da informação espacial/ geográfica), facilitaram as atividades produtivas de diversos indivíduos, não somente para os professores de geografia ou de outras ciências humanas, mas de profissionais de várias ciências que integram às suas atividades docentes o ensino do/e pelo mapa, além de outros sujeitos que utilizam essas geotecnologias em sua localização cotidiana, como o Sistema de Posicionamento Global - GPS, ou a visualização das imagens do Google Earth, ou em outros sites de empresas privadas e governamentais (figura 01e 02). Essa facilidade gerada com o avanço da informática, aliada aos conhecimentos cartográficos desenvolvidos durante séculos de estudo, que agora estão dispersos nos computadores, tiram do docente aquele velho pretexto de que não sabe cartografia devido a sua formação superior deficiente.

Figura 02: Fonte: GeoSnic - Ministério das Cidades http://geosnic.cidades.gov.br/

Todavia, apesar da grande importância do conhecimento apreendido em sala de aula no ensino superior, o número de textos, livros, softwares e tutoriais sobre cartografia, sensoriamento remoto, geoprocessamento e geoinformação em geral permitem que qualquer indivíduo tenha acesso aos produtos cartográficos da era digital. Além disso, os sites, blogs e listas de discussão sobre essa temática vêm se multiplicando diariamente, devido à facilidade do manuseio e ao fascínio que o ambiente computacional oferece para a confecção de produtos cartográficos. As figuras 01 e 02, dos sites do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Cidades, demonstram essa realidade, onde não somente as empresas aderiram ao ambiente WebGis, mas também diversos órgãos públicos.

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