Investimento em energia nuclear pode acelerar a economia do Brasil

Texto Redação | Foto Shutterstock

Há boas perspectivas de o Brasil iniciar uma nova etapa do seu programa nuclear, se o ambiente político do País melhorar nos próximos anos. Esta é uma das principais conclusões da reunião de avaliação anual e análise das perspectivas da Associação Brasileira de Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan) realizada no Rio de Janeiro. A associação, que reúne as principais empresas brasileiras e estrangeiras do segmento, defende a participação majoritária da iniciativa privada na construção das novas quatro usinas previstas até 2030 e das oito previstas até 2050. A construção dessas novas usinas vai criar milhares de empregos e ajudar a acelerar a economia do País, a partir da definição dos sítios onde serão instaladas. Para isso, no entanto, será preciso uma ação política para aprovação da proposta de emenda à Constituição, permitindo que o setor privado possa projetar, financiar e construir com recursos próprios as próximas usinas, deixando a operação para a experiência dos profissionais da Eletronuclear.

Uma das preocupações do presidente da Abdan, Antônio Muller, é a perda da mão de obra qualificada brasileira para os mercados internacionais. Há um aquecimento de programas nucleares pelo mundo todo, o que acaba por atrair os nossos melhores quadros: “A decisão do presidente Obama de incentivar e apoiar a construção de novas usinas nucleares nos Estados Unidos mostra quão importante está o setor nuclear no mundo. Há cerca de 70 novas usinas sendo construídas em vários países. Recentemente, a nossa vizinha Argentina decidiu construir mais duas usinas, a Inglaterra, o Vietnã, o mundo inteiro. Esses projetos atraem nossos profissionais que estão envelhecendo e sem novas perspectivas por aqui. O País precisa tomar logo essa decisão. Grandes quadros estão se aposentando e haverá uma necessidade imensa de formação de mão de obra.”

Revista Geografia | Ed. 65