Letramento científico contribuirá para a quarta revolução industrial

Formar um indivíduo capaz de atuar em ambientes diversos será imprescindível para acompanhar esse novo contexto

Em um mundo de rápidas transformações e prestes a vivenciar a quarta revolução industrial, como anunciou o Fórum Econômico Mundial durante a 46ª edição do Fórum de Davos, a área de Ciências tornou-se necessária para promover o exercício da cidadania e o desenvolvimento econômico.

Para acompanhar esse novo contexto, o letramento científico será imprescindível para formar um indivíduo capaz de atuar em ambientes diversos, considerando uma dimensão planetária, a fim de promover a compreensão sobre o conhecimento científico pertinente em diferentes tempos, espaços e sentidos, como enfatiza a Base Nacional Comum Curricular, ao descrever a área de Ciências da Natureza.

Com a evolução de tecnologias como Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Robótica, nanotecnologia e impressão 3D, alguns empregos se tornarão obsoletos e serão substituídos por outros nas áreas de Computação, Engenharia, Arquitetura e Matemática. A previsão é de que 65% das crianças que cheguem ao Ensino Fundamental, hoje, trabalharão com sistemas e processos que ainda não existem.

“Embora alguns especialistas afirmem que a implementação da BNC significa voltar aos currículos mínimos, acreditamos que ela vá muito além, ao especificar o que é preciso desenvolver como base conceitual. Não se trata de algo imposto e fechado, mas de um ponto de referência para a hegemonia da educação brasileira, que poderá trazer avanços para uma quarta revolução industrial”, destaca Ricardo Uzal Garcia, presidente do Instituto Abramundo, que, em 2014, lançou o Indicador de Letramento Científico, em uma parceria com o Instituto Paulo Montenegro, braço social do Ibope, e com a ONG Ação Educativa.

Revista Geografia – Ed. 66