Quase 1,3 bilhão de pessoas não têm acesso à energia no mundo

Texto Edgar Melo | Foto Shutterstock

Um total de 1,3 bilhão de pessoas não têm acesso à energia no mundo, segundo informou a vice-presidente da Schneider Eletric para a América do Sul, Tania Cosentino, durante evento paralelo à COP 21, em Paris – uma iniciativa da Schneider com o apoio do Diálogo Energético e do World Businesss Council for Sustainable Development (WBCSD), representado no Brasil pelo CEBDS. “Gerar desenvolvimento, levar energia a todos e, ao mesmo tempo, proteger o planeta, é um grande desafio”, disse Tania Cosentino, durante o painel “Como a América do Sul está enfrentando o dilema da energia – uma análise do que os países estão levando à COP 21”, do qual a presidente do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, foi mediadora.

O estudo apresentado revela que a implementação de programas de eficiência energética, pouco contemplados nas INDCs, poderia proporcionar grande economia aos países da América Latina. Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru têm um potencial de eficiência energética de 20% até 2032. Isso equivaleria a uma redução de 2 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera e a uma economia de US$ 2,8 trilhões. Esse valor é duas vezes o investimento necessário, de acordo com o Banco Mundial, para prover acesso à energia a 1,1 bilhão de pessoas que vivem na escuridão no mundo. Em termos de demanda de energia, o potencial de economia nesses países poderia alimentar a Colômbia por quatro anos, sem a necessidade de investimentos em infraestrutura e distribuição.

Revista Geografia | Ed. 65